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Na passada segunda-feira, dia 27 de Junho, teve lugar na sede da Casa do Benfica do Cartaxo, uma Assembleia Geral que tinha como objectivo primeiro encontrar-se uma solução sustentável para o prosseguimento da sua actividade. Infelizmente, de entre os associados que compareceram, não se logrou obter tal solução. Depois de três semanas de suspensão da actividade, os sócios presentes, decidiram por unanimidade o encerramento e dissolução desta nossa colectividade.
Não foi uma decisão fácil para ninguém, sobretudo para os três elementos que desde Dezembro do passado ano, tinham a seu cargo a gestão da colectividade. Todavia, desde essa altura que os sócios e aqueles que se interessavam por esta Casa do Benfica, sabiam perfeitamente os problemas que se enfrentavam. Entre reuniões dos órgãos sociais, passando por cartas enviadas a todos os associados, comunicados nos meios de comunicação regionais, e assembleias gerais, foram muitos os meios usados para tentar cativar os associados para uma participação mais activa e empenhada nos destinos da colectividade.
Para além da direcção não ter elementos suficientes à luz daquilo que são os estatutos da Casa do Benfica, o que por si só motivaria a convocação imediata de eleições, uma vez que muitos directores abandonaram a colectividade, por motivos que agora nem sequer vale a pena discutir, a verdade é que também se foi assistindo a uma fraca frequência dos associados na Casa do Benfica do Cartaxo. Disso se ressentiu a quotização, e disso também se ressentiram os rendimentos que a exploração do bar poderia e deveria ter obtido. Para além disto, os eventos propostos aos associados foram muito pouco participados. Exemplo disso mesmo foi o Jantar de Natal do passado mês de Dezembro de 2010 em que nem sequer a vinda do Mozer, do Veloso e do Tony conseguiu convencer mais do que uma dúzia de associados, sendo que os restantes presentes eram meros simpatizantes do clube ou ilustres convidados.
Ainda assim, e porque a Casa do Benfica do Cartaxo tinha compromissos com a sua equipa de futsal de júniores que terminou há pouco tempo a sua época, sustentada por entidades que sempre nos ajudaram como é o caso da Câmara Municipal do Cartaxo e a sua Junta de Freguesia, bem como outros patrocinadores a quem aproveitamos desde já para muito agradecer todo o apoio prestado, os três elementos que ficaram a gerir os destinos da Casa do Benfica desde Dezembro passado, entenderam aguentar mais umas meses. Assim não se prejudicou a época desportiva dos nossos atletas. Para eles também, pela forma como dignificaram as camisolas que envergaram, o nosso sentido reconhecimento e o lamento por não podermos voltar a competir na próxima época como era desejo de todos.
Além disto, também não era menos importante, permitir uma séria reflexão de todos os sócios da nossa Casa, o que admitimos não poder ser feito em dois ou três meses. E todo o processo se desenrolou com a máxima transparência que se impunha. Mas, infelizmente, poucos foram os associados que manifestaram interesse pela colectividade e as assembleias gerais que foram sendo feitos não tiveram mais que uma dezena de associados. Nem mesmo a que se realizou na semana passada e que veio a ditar o desfecho que agora se anuncia formalmente.
Dito isto, entendemos importante divulgar que na última assembleia geral, em função do encerramento decidido, ficou assente guardar todo o património mais valioso do ponto de vista desportivo/associativo como sejam as taças, troféus, lembranças, bandeiras, bem como os dossiers e pastas relativos à administração da Casa do Benfica do Cartaxo, e vender todo o restante equipamento mobiliário, doando algum como é o caso da carrinha do clube que ficou estabelecido ser ofertada ao Sport Lisboa e Cartaxo que já aceitou tal doação. Foi também decidido que o dinheiro que sobrar depois deste encerramento, será entregue a uma instituição de solidariedade social local, não tendo ficado estipulado qual, porque não tinha ainda sido consultado o Sport Lisboa e Benfica. Consulta essa entretanto já feita, sendo que da parte do Sport Lisboa e Benfica não há qualquer objecção ao propósito inicial da Assembleia Geral.
O património guardado vai ser entregue ao Sport Lisboa e Benfica que ficará seu fiel depositário. Dizem os estatutos da Casa do Benfica do Cartaxo:
Sendo dissolvida a CASA DO BENFICA DO CARTAXO, os seus troféus, prémios, recordações, registos, livros, arquivos e demais património desportivo, cultural e histórico, serão entregues ao Sport Lisboa e Benfica, como seu fiel depositário mediante auto do qual constará a expressa proibição da sua alienação e ainda a obrigação de serem restituídos à CASA DO BENFICA DO CARTAXO, se esta voltar a constituir-se.
A restituição referida só terá lugar se, na reconstituição da CASA DO BENFICA DO CARTAXO, se verificar a existência de idoneidade e afinidade de objectivos e tradições, que procurarão salvaguardar-se.
Não nos cabendo a nós que hoje assumimos este processo mais do que o que acabamos de relatar, resta-nos em nome da Casa do Benfica do Cartaxo agradecer a todos os que com o seu esforço e dedicação a fizeram nascer, crescer e também, resistir com ela até ao fim, sempre de cabeça erguida e com grande dignidade. Agradecer também a todas as entidades públicas e privadas, associativas e particulares, empresas e comércio e todas as demais pessoas que ajudaram por qualquer forma a Casa do Benfica do Cartaxo.
A Casa do Benfica do Cartaxo sempre cumpriu com os seus objectivos: promover as relações de convívio social, nomeadamente as de cariz cultural, desportivo e recreativo, entre os seus associados; promover a defesa do bom nome, prestígio e interesse do Sport Lisboa e Benfica; contribuir localmente para as boas relações do Sport Lisboa e Benfica com os outros clubes desportivos e demais entidades; fomentar o benfiquismo, inclusivamente no âmbito da captação de sócios para o Sport Lisboa e Benfica; manter a mais estreita colaboração e solidariedade com o Sport Lisboa e Benfica, com respeito pelos seus estatutos, regulamentos e deliberações pertinentes.
Esperamos sinceramente que assim seja recordada.
O Presidente da Direcção e directores:
José Augusto de Jesus
Amândio Gregório e Luís Carvalho |